quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Somos responsáveis pelos nossos atos.


A questão não é a de não conseguir. E sim, que você não quer tomar uma decisão. Você não se decide e coloca a culpa na pessoa mais conveniente. Claro que você não é obrigada a tomar uma decisão agora, você pode deixar as coisas acontecerem mesmo tendo plena certeza de que tudo vai dar errado e que as consequências dos seus atos serão graves. Mas no final todas os milhares de discursos ditos a você não valerão de nada, porque no final a decisão sempre é sua. E as consequências também.


"o homem nasceu livre, e em toda parte está acorrentado"
(Rousseau)

Seguir enfrente


"Vai passar,tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas."

(Caio Fernando Abreu)